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“SOLIDARIEDADE E CARIDADE”

É humano ficarmos sensibilizados com a dor de outro ser?

Alguns humanos se condoem ao ver plantas abandonadas à própria sorte nos jardins, sem nutrientes e água que lhes garantam viço ou assistindo à extinção das nossas matas.

Outros humanos ficam completamente desestabilizados ao encontrarem um animal (doméstico ou selvagem) abandonado. A dor que sentem ao se depararem com o abandono nas ruas ou maus tratos por seus "donos" chega a provocar reações extremas.


Cabe aqui refletir no significado da palavra dono. A palavra dono significa ser proprietário de algo, ter completo poder ou controle sobre alguém. Ser o senhor absoluto daquela vida.


Mas será que um ser humano tem condições morais para se colocar como dono de alguma vida?

Podemos ser cuidadores de vidas vegetais ou tutores de vidas animais, incluindo aqui os animais humanos desvalidos de condições psicológicas ou físicas de gerenciar a própria vida.


Posto isso, diante do egoísmo, da arrogância, da agressividade humana, alguns humanos permitem que vidas sejam rebaixadas à condição de descuido, de abandono, de miséria, de vulnerabilidade, de perigo.

Vemos essa realidade nas guerras bélicas, no descaso público e governamental, na corrupção...


Diante dessa realidade, algumas pessoas se colocam em posição de pseudoneutralidade, preferindo não entrar em contato com uma realidade que possa machucar seu ego.


Outras pessoas se posicionam passivamente, e exclusivamente, aos apelos religiosos das orações, justificada pela crença de ser, a vida espiritual, a verdadeira e única vida que importa.


Outros ainda, acrescentam às orações, atitudes de auxílio, procurando sair da sua zona de conforto, entrando em contato com a dor do outro e sentindo em si essa dor, fazendo algo palpável e material com efetividade para auxiliar.


A essa ajuda chamamos solidariedade. Essa solidariedade é resultado do sentimento de caridade, que atua como descarga neuronal e proativa.


É essa caridade que coloca o ser humano como um animal superior na escala filogenética. Sem essa atitude verdadeira de cuidar do próximo desinteressadamente, estamos rebaixando nossa capacidade intelectual e colocando a raça humana num estado de completa solidão e desajuste.

Fazer a paz é muito maior do que a ausência de ataques bélicos. É nos conhecermos e conhecermos as potencialidades humanas. É estar atento às necessidades do próximo e não aceitar que as diferenças de oportunidade promovam desigualdade e vulnerabilidade. É tomarmos partido e sermos responsáveis por nossas escolhas. É desejar a felicidade de todos e fazer algo por ela.


Nós, Reagentes de Transformação propomos a você que esta reflexão tenha lhe inspirado e que deseje vir conosco transformar a realidade daquele que precisa de um empurrãozinho para ser o protagonista de sua vida.

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